Como funciona a moeda virtual Bitcoin? Saiba se vale a pena investir!

Quinta-Feira, 3 de Maio de 2018
Atualizado em: 22/12/2023
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Entre as criptomoedas, a moeda virtual Bitcoin foi a primeira a ter sucesso mundial. Criada há nove anos, ela chamou a atenção do mundo ao chegar a uma valorização de mais de 1.000% em 2017, tornando-se um dos tipos de investimento mais rentáveis da história recente. Desde então, muito tem se falado sobre a criptomoeda e, naturalmente, muitas dúvidas surgiram.

Para esclarecer o básico que é preciso saber sobre essa moeda virtual, preparamos esse artigo. Veja a seguir, o que é Bitcoin, porque a moeda se valorizou tanto, como é possível utilizá-la e investir nela e, ainda, se vale a pena esse investimento. Boa leitura!

O que é Bitcoin?

O Bitcoin foi criado em 2009 por um programador anônimo. Considerada a pioneira das criptomoedas, entre as características que a diferenciam estão a descentralização e a preservação do anonimato nas transações.

A descentralização quer dizer que a moeda não é vinculada a nenhum banco central, nem depende de nenhum governo para regulá-la e fornecê-la. Ela é produzida por meio de um complexo processo computacional, popularmente conhecido como "mineração".

Isso, adicionado ao fato de a moeda ser virtual e utilizar criptografia "blockchain" para arquivar e registrar transações, preserva a identidade dos investidores, dificulta o rastreamento e protege contra fraudes.

Uma das regras de funcionamento estabelece que, até o ano de 2140, o limite de Bitcoins em circulação deve ser de até 21 milhões. Atualmente, o número já ultrapassa os 16 milhões, a produção continua e não é possível prever o que acontecerá com o valor da moeda quando a produção atingir o limite.

Por que essa moeda virtual se valorizou tanto?

Desde a supervalorização em 2017, muito começou a se questionar sobre a criptomoeda. Alguns economistas atribuem essa supervalorização a uma clássica bolha especulativa, onde investidores, com medo de ficar de fora de um investimento lucrativo, pagam pelos ativos muito mais do que eles realmente valem. Outra perspectiva aponta para a entrada do Bitcoin no mercado financeiro como responsável pela sua surpreendente valorização.

O fato é que, ainda que existam sinais de que a valorização da moeda é em parte especulativa, há também muitos sinais de que está ganhando força, sendo cada vez mais usada, inclusive por grandes instituições financeiras.

Se em abril de 2017 estimava-se que havia até 6 milhões de pessoas utilizando Bitcoin, hoje, esse número é de aproximadamente 10 milhões. Portanto, a tendência é que a criptomoeda ganhe novos mercados.

Como utilizar e investir em Bitcoin?

Para investir, é preciso utilizar um dos serviços disponíveis de carteira Bitcoin, por meio do qual você poderá comprar a moeda. A carteira Bitcoin funciona como uma espécie de conta privada de banco, porém, se suas informações se perdem, os dados e valores ligados à conta também são perdidos.

Como a moeda é descentralizada, o que determina o seu preço é a demanda e a disponibilidade de ativos. Hoje, o Bitcoin é usado principalmente como uma forma de investimento. No entanto, já é possível adquirir muitos produtos e serviços utilizando a criptomoeda. Inclusive o Brasil já teve, há alguns anos, sua primeira transação imobiliária usando Bitcoins.

Vale a pena investir?

É difícil dizer. Muitos especialistas têm falado dos sinais de uma bolha especulativa. A falta de regulação e o seu uso na chamada "deep web" para transações ilegais criam resistência de muitos governos a aceitá-la como um câmbio negociável.

O fato é que o Bitcoin já sofreu no passado quedas de cotação e se recuperou nos anos seguintes, e os especialistas preveem que isso volte a ocorrer em breve. Já os entusiastas esperam que a moeda ganhe cada vez mais adeptos, especialmente após a sua recente valorização, e se popularize para ganhar mais segmentos do mercado.

Entre os prós de investir em Bitcoin, destacamos:

  • facilidade de realizar transações;
  • tarifas mais baixas;
  • baixo risco de fraudes e falsificações;
  • transparência.

Entre os contras:

  • falta de aceitação no mercado em geral;
  • volatilidade;
  • falta de garantias legais contra perdas;
  • risco de obsolescência.

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