Parcelei a fatura do cartão de crédito. Posso parcelar novamente? Entenda as regras!

Quinta-Feira, 29 de Abril de 2021
Atualizado em: 22/05/2023
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Com tantas promoções e ofertas online imperdíveis, como resistir? Joana aproveitou e fez umas comprinhas para o bebê. O uso do cartão de crédito facilitou o procedimento e, depois, foi só esperar no conforto do lar. E não era nada caro, não. O problema é que, quando ela recebeu a fatura, o valor ficou muito mais alto do que tinha planejado. E o pior: ela já havia parcelado uma das faturas. Então, veio a pergunta: se já parcelei a fatura do cartão de crédito, posso parcelar novamente?

A dúvida de Joana é a de muitos brasileiros. Afinal, o parcelamento da fatura, apesar dos juros agressivos, pode ser uma boa estratégia para ganhar fôlego para reorganizar as finanças. Mas as regras sobre o cartão de crédito mudaram em 2019, e muitos ficaram sem saber como funcionam as operações envolvendo o financiamento da fatura.

Por isso, neste post, vamos ajudar você a entender se é possível parcelar a fatura do cartão depois de já a ter parcelado uma vez. Conheça quais são as regras nesse caso, como os juros são calculados e que alternativas você pode encontrar para reequilibrar as finanças!

Parcelei a fatura do cartão de crédito, posso parcelar novamente?

Mesmo que o cliente já tenha um parcelamento ativo na sua fatura, é, sim, possível realizar novos parcelamentos. Assim, normalmente, não existe um limitador. É preciso ficar atento somente ao fato de que o valor parcelado (acrescidos de juros e impostos) interfere no limite do cartão de crédito. Ao passo que as parcelas são pagas, o limite vai sendo liberado.

Outro aspecto importante é a taxa de juros. Ela será calculada conforme a data da proposta. Sendo assim, os diferentes parcelamentos poderão ser calculados com base em taxas distintas.

Essa nova regra do crédito rotativo e parcelamento de faturas foi implementada pelo Banco Central exatamente para evitar o superendividamento dos clientes. Entenda melhor como funcionava e como está a regra agora.

Como era a regra do parcelamento de cartão de crédito?

Na antiga regra, o famigerado crédito rotativo funcionava de um modo diferente. Esse mecanismo consiste em um tipo de financiamento da fatura sem parcelas ou data definida. Para utilizá-lo, basta pagar qualquer valor acima do mínimo e abaixo do total da fatura. A diferença cai no crédito rotativo.

O saldo não pago é acrescentado na próxima fatura acrescido de juros e multas. No entanto, algumas regras eram diferentes:

  • pagamento mínimo: antes, o valor mínimo fixado era de 15% do total da fatura. Assim, se o cliente tivesse uma conta de R$1.000, era possível pagar R$150 sem ser considerado inadimplente. O restante (R$850) caía no crédito do rotativo.
  • juros do rotativo: existiam dois tipos de rotativo (regular e não regular). Quem pagava pelo menos o mínimo entrava no rotativo regular, com menos juros. Já aqueles que pagavam menos que o mínimo ou ignoravam a conta eram cobrados com juros maiores no rotativo não regular.

Como vimos, porém, desde 2019, as regras sobre o parcelamento da fatura do cartão de crédito mudaram. Entenda melhor os ajustes e como isso afeta seu bolso!

Quais são as regras atuais?

As novas regras foram criadas com o objetivo de reduzir os juros praticados pelas operadoras e evitar o superendividamento pelos pagamentos recorrentes do valor mínimo e o constante crédito rotativo, o que virava uma grande bola de neve. Veja só como funciona agora:

  • pagamento mínimo: os 15% deixam de ser obrigatórios, e cada instituição tem a liberdade de definir o valor mínimo a ser pago, que pode variar até de um cliente para o outro;
  • juros do rotativo: agora, não é mais permitido que as operadoras cobrem duas taxas de juros diferentes. Podem cobrar apenas os juros do rotativo regular, independentemente do valor pago pelo cliente.

Outra questão importante é que o cliente pode usar o rotativo por apenas 30 dias. Após isso, ou ele paga a fatura total ou cai automaticamente no parcelamento, caso não faça o pagamento. Assim, os bancos são obrigados a apresentar uma linha de financiamento com juros mais baratos que o rotativo.

Essa opção de financiamento precisa estar clara para o cliente e pode se estender por até 24 meses. Para aderir, bastará pagar o valor correspondente à parcela que deseja. Entenda melhor como esses juros funcionam na prática.

Como calcular os juros?

Lembra da Joana? Então, ela precisou parcelar a fatura do cartão de crédito. A conta somou R$1.500. Como ela não tinha condições de pagar esse valor à vista, se decidiu por um parcelamento. Então, paga R$500 da fatura e opta pelo parcelamento do restante (R$1.000) em 12 parcelas.

Junto às parcelas, serão acrescentados tanto juros quanto o IOF. Os juros variam conforme a quantidade de parcelas. Quanto mais tempo pagando, mais caro fica. Assim, será necessário levar em conta:

  • o valor do IOF: pode variar de 0,38% a 3,38%. Vamos fixar, aqui, o valor de 3%;
  • a taxa de juros ao mês: depende da operadora. Aqui, vamos simular uma taxa até bem baixa, de 3%;
  • o número de parcelas: 12 vezes.

A forma mais simples de fazer o cálculo dos juros é utilizar a Calculadora do Cidadão, disponibilizada gratuitamente pelo Banco Central. Nela, você insere o número de meses, a taxa de juros e o valor financiado, e a aplicação já informa o valor da prestação (aqui, ainda sem o acréscimo do IOF).

Assim, com os juros, as parcelas foram para R$100,46, somando o montante de R$1.205,52. Agora, acrescentamos 3% de IOF (R$ 30). Então, o financiamento da fatura do cartão de crédito da Joana ficará da seguinte forma:

  • valor financiado: R$1.000,00;
  • número de meses: 12;
  • taxa de juros: R$205,52;
  • IOF: R$30,00;
  • valor total a ser pago: R$1.235,52;
  • parcelas: 12 x R$102,96.

Com isso, percebemos como é importante evitar esse tipo de situação. Os juros são altíssimos e podem prejudicar bastante seu orçamento.

Caso tenha sido necessário entrar nesse parcelamento, uma saída muito recomendada é antecipar as parcelas sempre que possível, pois você consegue amortizar a dívida do cartão de crédito, evitando pagar os juros agregados à parcela. Por exemplo, a última parcela de R$102,96 pode cair para menos de R$75.

“Parcelei a fatura do cartão de crédito, posso parcelar novamente?” Se a dúvida da Joana também estava perseguindo você, agora sabe a resposta! Esperamos que essas dicas que compartilhamos possam ajudar no reequilíbrio de suas finanças. Afinal de contas, uma boa organização financeira é a chave para sair do vermelho e alcançar maior tranquilidade para você e sua família!

Quer saber mais sobre como obter o controle do seu dinheiro? Então, confira nossas 12 dicas de planejamento financeiro para iniciantes!

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