Educação financeira infantil: 5 dicas práticas para ensinar os filhos!
Infelizmente, saber lidar com as finanças não é uma prática muito comum para os brasileiros. O alto índice de pessoas endividadas não deixa mentir: segundo pesquisa do Serasa, o número de pessoas em situação de inadimplência foi de 68,39 milhões em 2022.
Mas esse resultado não pode ser considerado uma obra do acaso. A falta de conhecimento sobre finanças cria pessoas que não conseguem se controlar. Por isso, a educação financeira infantil é um assunto tão importante e deve ser implementado. A questão é: como? Neste texto, vamos falar algumas boas práticas para executá-la com seus filhos. Confira!
O que é educação financeira infantil e qual a importância?
É o ensino dos princípios básicos financeiros durante a infância para que as crianças tenham uma relação com o dinheiro mais responsável. O objetivo é que os pequenos incorporem um comportamento que entenda o valor do dinheiro, gaste de maneira consciente e entenda os fundamentos básicos para poupar.
A educação financeira é muito importante para as crianças, pois ajuda a ter uma percepção mais realista de como o dinheiro funciona. Elas entendem conceitos importantes de administração, especialmente o quanto guardar e investir são comportamentos essenciais.
Além disso, ajuda a:
- Compreender o valor do dinheiro — quando os adultos não conversam sobre dinheiro com as crianças, elas acabam crescendo com uma percepção equivocada. Principalmente, não entendem como é preciso conquistá-lo e não incorporam a noção de valor aos seus princípios;
- Entender as diferenças entre necessário, supérfluo e desperdício — o contato com a educação financeira esclarece que nem tudo que se pode comprar é necessário. A criança entende que há produtos e serviços que são supérfluos ou, até mesmo, são um desperdício, e que é importante saber identificar;
- Ter autocontrole — por fim, a educação financeira é essencial para que os pequenos aprendam desde cedo a controlar seus gastos. Eles compreendem que há limitações em relação aos valores que a sua família possui e que é importante administrá-los para atingir os objetivos sem problemas.
Como trabalhar a educação financeira na infância? veja 5 dicas!
A educação financeira é um investimento essencial para que os pequenos tenham uma relação com dinheiro saudável pelo resto da vida. Porém, existem maneiras de trabalhar esse assunto com eles de forma que compreendam a importância e sejam capazes de aplicá-la em suas vidas.
Primeiramente, saiba que a segunda infância, ou seja, o período entre os três e seis anos, é o melhor momento para introduzi-los a esses conceitos. Segundamente, existem “atalhos” para executá-la de forma eficaz. A seguir, vamos apresentar algumas dicas de como implementar a educação financeira para as crianças. Continue!
1. Envolva as finanças nas brincadeiras
Uma das melhores formas de tornar o ensino dos conceitos financeiros mais interessantes é inseri-lo no cotidiano dos pequenos. E qual é a forma ideal, senão por meio de brincadeiras?
Existem muitos jogos e brinquedos que podem auxiliar no processo de ensino. Por exemplo, aqueles que remetem a comportamentos ou situações de adulto, como um brinquedo de caixa registradora. Nesse caso, ele funciona como um bom aliado para ensinar sobre o princípio dos valores, que cada coisa custa um preço.
Outro aliado são os jogos de tabuleiros. como banco imobiliário, jogo da vida, entre outros. Eles, além de funcionarem como uma forma de criar bons momentos em família, estimulam as crianças a entender como administrar o seu dinheiro e fazer escolhas.
2. Utilize a mesada para ensinar
Não pense que dar mesada é uma forma de mimá-los. Na verdade, se bem utilizada, ela é uma ótima ferramenta para ensinar que há limitações quando o assunto é dinheiro. É por ela que os pais poderão controlar melhor os gastos dos pequenos e, consequentemente, as despesas de toda a família.
Primeiro, a ideia é que seja periódica, ela deve ser o único valor que a criança receberá para comprar suas coisas. O objetivo aqui é que ela perceba que, se quiser comprar mais, terá de esperar a próxima mesada. Também é interessante implementar um calendário financeiro para que eles tenham um controle melhor de quando recebem a mesada.
3. Incentive o uso do cofrinho
Junto ao conceito de mesada, presenteá-lo com um cofrinho será muito importante para que comece a entender a importância de poupar. Procure incentivar os pequenos a colocar dinheiro com frequência. Claro que não precisa ser toda a mesada, um terço já é suficiente.
Principalmente, incentive a juntar para comprar algo que queira e explique que só poderá retirar quando tiver o bastante.
4. Coloque-o para participar de pequenas decisões financeiras
É muito importante que, desde cedo, as crianças sejam incentivadas a ter uma participação nas decisões da família. É bastante comum acharmos que elas não têm condições de entender o que está acontecendo, mas quanto mais cedo explicarmos e as inserirmos nas decisões, principalmente envolvendo as finanças para jovens, melhor será.
Com esse objetivo, é interessante levá-las ao mercado, pedir ajuda na escolha de passeios e até para contratar serviços. Isso, além de estimulá-las a desenvolver o poder de decisão, trará uma sensação de importância para a família.
5. Seja um exemplo
Os pais, na infância, são muito importantes como influência para as crianças. Os pequenos os enxergam como orientadores em relação a tudo, inclusive, sobre a percepção que eles terão do mundo. Sendo assim, ser um exemplo no cuidado com as finanças é essencial para que eles possam se espelhar.
Além disso, passar os ensinamentos da importância do controle dos gastos e de entender como poupar pode ser fundamental para os objetivos. Além de valorizar o dinheiro ganho, são fundamentos essenciais para que sejam adultos com uma vida financeira saudável.
A educação financeira infantil é um passo importante para o desenvolvimento de crianças que saberão lidar com suas contas no futuro. Os pais têm um papel fundamental em implementá-la desde cedo e, principalmente, buscar formas de ensiná-la de acordo com o seu nível de compreensão. Porém, antes, é importante que eles tenham conhecimento, não é?
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