Endividamento no brasil: entenda as principais causas!
Com certeza você já deve ter ouvido falar que o endividamento das famílias é um grande problema no Brasil, que atrapalha o consumo e gera danos à economia do país. E mais uma má notícia: em 2022, o endividamento e a inadimplência das famílias brasileiras bateram recorde.
De acordo com levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), cerca de 78% das famílias estão endividadas e 29% têm contas a pagar.
Você já parou para pensar quais são as causas que levam o endividamento a ocorrer e atrapalhar a vida de tantas pessoas? Veja bem, a princípio, controlar os gastos não parece tão difícil: precisamos gastar menos do que ganhamos. Por outro lado, se fosse tão simples, não haveria tantas pessoas endividadas, tendo que recorrer a empréstimos para se livrar das dívidas.
Por isso, neste artigo, você vai entender as principais causas do endividamento no Brasil, com dicas do que fazer para se proteger. Também vai conferir detalhes sobre a lei do endividamento aprovada em 2021 e que traz boas notícias aos endividados. Acompanhe!
O que é endividamento?
Estar endividado é sinônimo de ter uma dívida para pagar. Ela pode ser em função de uma compra parcelada no cartão de crédito, carnê ou boleto, de um empréstimo, um financiamento... A própria fatura do cartão de crédito pode ser parcelada, o que pode aumentar ainda mais a dívida.
A partir do momento que uma pessoa tem prestações e parcelas a quitar, ela já é considerada uma pessoa endividada.
As principais causas do endividamento são o aumento da inflação e a diminuição do poder de compra. Uma das formas de conter a alta da inflação, e que vem sendo utilizada no Brasil, é aumentar a taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia.
A ideia de elevar a taxa de juros é gerar um desequilíbrio entre oferta e demanda de produtos, dificultando o acesso ao crédito e diminuindo a circulação do dinheiro. Com pouco dinheiro circulando, uma demanda menor e uma oferta maior, a tendência é de os preços reduzirem, já que as pessoas e empresas não conseguirão vender seus produtos a não ser que abaixem os valores dos produtos e serviços.
Como evitar o endividamento
Melhor do que sair do endividamento é evitar entrar nele. Contrair dívidas pode ajudar a adquirir bens e até mesmo começar negócios. No entanto, esse endividamento deve ser feito de maneira controlada e muito bem pensada.
De acordo com especialistas em finanças, os consumidores deveriam comprometer menos do que 30% do orçamento com financiamentos. Ou seja, a soma de todos os financiamentos de uma pessoa não deve passar de 30% do total de seu orçamento, para não correr o risco de entrar em dívidas.
Claro que esse valor é apenas uma referência. Na prática, cada pessoa deve saber da sua situação financeira e determinar o quanto do seu orçamento ela vai comprometer com o pagamento de dívidas.
O importante é fazer um planejamento, evitar realizar compras por impulso e buscar equilíbrio no orçamento, mesmo com o aumento de custo de vida no país. Em 2022, a região metropolitana de SP, por exemplo, teve o maior em 12 anos.
No caso de pessoas que já estão endividadas e querem resolver sua situação financeira, existem algumas dicas que podem ajudar. Vamos falar sobre elas agora!
Como sair do endividamento
Um dos caminhos para sair da inadimplência e atravessar a crise é verificar custos e despesas fixas variáveis. Em outras palavras, a ideia é analisar as contas e avaliar se é possível reduzir ou cortar alguns desses gastos.
Para saber onde cortar gastos, é fundamental ter uma boa administração do dinheiro e fazer um planejamento financeiro pessoal. As dívidas de uma família devem ser escritas no papel, ou em algum outro meio, para serem avaliadas e acompanhadas. Isso vai permitir encontrar possibilidades de economizar e de minimizar o endividamento ao longo dos meses.
Outra forma que pode ajudar a sair da inadimplência é buscar uma fonte de renda alternativa. Existem muitas possibilidades de ganhar um dinheiro extra em casa mesmo, ou com outras atividades mais flexíveis, e colocar as dívidas em dia. Veja alguns exemplos do que você pode fazer:
- Vender alimentos;
- Revender produtos;
- Trabalhar como entregador de produtos;
- Prestar serviços para aplicativos;
- Dar aulas online;
- Vender roupas e objetos que não usa mais;
- Fazer artesanato.
A renda extra pode ser utilizada para quitar prestações em atraso e, assim, sair da situação "estar endividado". Nesse sentido, os consumidores também podem contar com um novo aliado: a chamada lei do endividamento. Confira a seguir o que é essa lei e como ela funciona.
O que é a lei do endividamento
A partir de julho de 2021, os consumidores que não estiverem conseguindo arcar com suas despesas básicas, porque as dívidas saíram do controle, podem contar com uma nova aliada: a lei do superendividamento. Essa lei altera o código de defesa do consumidor no intuito de aumentar a proteção aos cidadãos com muitas dívidas e nome negativado.
Na prática, a lei do endividamento evita o assédio e a pressão por parte das instituições financeiras aos consumidores mais vulneráveis. Além disso, a lei cria uma nova opção para renegociação e quitação das dívidas já existentes: ela traz a possibilidade de os consumidores superendividados solicitarem uma audiência conciliatória com a presença de todos os seus credores.
O que a lei faz é dar a possibilidade de o consumidor apresentar um plano para pagar as dívidas com prazo máximo de cinco anos. Aqui, deve-se preservar o que a lei chama de "mínimo existencial", ou seja, o mínimo para a sobrevivência da pessoa endividada.
Quais as consequências da lei do endividamento para o brasil
A lei do superendividamento traz outras consequências além da possibilidade de elaborar um plano de pagamento. Também fica previsto um prazo para que a pessoa seja retirada de cadastros de inadimplentes, como SPC e Serasa. Nesse caso, a pessoa fica obrigada a não contrair novas dívidas, o que poderia piorar a sua situação.
As pessoas também passam a ter direitos que consumidores e consumidoras de outros países já têm. Um deles é o crédito responsável. Esse direito implica que a pessoa seja informada sobre os custos do produto ou serviço que está sendo oferecido antes de contratar o empréstimo ou de fazer um crediário. Todos os valores das taxas como: juros, multas por atraso e montante das prestações, devem ser de fácil acesso ao consumidor.
Conseguiu entender bem as principais causas do aumento das famílias com dívida no Brasil? Apesar de um panorama negativo, a lei do endividamento é um avanço que vai proteger as finanças dos brasileiros e ajudar a sair dessa situação. Lembrando sempre que a educação financeira é o melhor caminho para organizar suas contas e não contrair dívidas desnecessárias.
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